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YOGA SUKSMA VYAYAMA A Visão Tântrica do Homem como um Corpo de Energia Esta é uma prática de origem tântrica. O Tantrismo é uma escola indiana que resguarda suas raízes no Tibet e que estuda e atua com as interações dos campos de energia humana. O Tantra trabalha a circulação, a dinamização, o desenvolvimento, a harmonização e, por fim, a integração da personalidade humana em seus diferentes aspectos manifestados pelos padrões energéticos estabelecidos pelo Ser, por intermédio de seus campos vibratórios. Mas, o que são esses campos vibratórios? São formações do Princípio Mental Único de Deus. Partimos do conceito de que todo corpo é gerado por uma “condição” ou “efeito” no espaço cósmico, a que chamamos de interação de campos de energia. Ao somatório de todos os campos denominamos de Campo de Energia Universal. O homem é formado por este Campo de Energia Universal em suas diversas combinações efetuadas pela consciência, o que chamamos de Campo de Energia Humana e que lhe dão características próprias, conforme o seu estágio de evolução. O homem é, portanto, um mundo complexo presidido e configurado pela energia que se denomina genericamente de “ prana ” ou energia vital, adotando diversos nomes, segundo as funções que regula e os ritmos vibratórios a que está sujeito. Cada ritmo vibratório dá lugar ou produz os campos físico, vital, psíquico, mental e espiritual. Por esta razão, a energia e seus campos vêm a ser o eixo principal e o meio pelo qual o Tantra explora para realizar as transformações bio-psico-espirituais necessárias à integração e equilíbrio da personalidade. O Yoga Suksma , como é chamado, é uma série regular de exercícios ritmados, onde os músculos e articulações, a respiração, a coordenação motora e a concentração são trabalhadas para integrar corpo, mente e espírito. Esses exercícios facilitam a eliminação de três fluidos que se acumulam no organismo físico e vital e que bloqueiam a passagem do sangue, dos estímulos nervosos, do fluxo alimentar, das trocas respiratórias e, nos níveis sutis, do prana (energia vital). Esses fluidos são os ventos ou gases ( vatta ), os ácidos ou biles ( pita ) e os catarros ou mucos ( kapha ), conforme os conceitos da medicina hindu. Essa prática engloba vários exercícios respiratórios de purificação ( bhastrika e kapalabhati ) combinados a movimentos articulares vigorosos e dinâmicos de coordenação motora, além de determinadas posturações que veiculam a energia ( bandhas ), alguns gestos de atuação psico-física ( mudras ) e um trabalho abdominal que limpa e estimula seus órgãos e vísceras ( agni-sara ). Através desses exercícios, nós trabalhamos, sem exceção, todos os grupos musculares, plexos e feixes nervosos, articulações, órgãos e vísceras do corpo, proporcionando melhor tonicidade muscular e flexibilidade. À medida que vamos energizando os centros vitais ( chakras ) e aumentando o fluxo energético nos canais de interação ( nadis ), vamos também afrouxando as couraças musculares e desbloqueando as articulações. De acordo com a ciência yogue, o ser humano é composto por um grupo de chakras , uns maiores e outros menores, que são vórtices de energia distribuídos pelo corpo, interligados por uma rede de nadis que são canais por onde flui a energia. São centenas de chakras dos quais doze são os principais, e destes, sete fazem a nossa ancoragem no campo físico. Eles manifestam, nos vários níveis de consciência, o movimento do Ser nos estados biológico, emocional, mental e espiritual.
Pelos diversos nadis a energia se movimenta energizando os chakras , à medida que a personalidade vai se estruturando e se integrando. Existem três tipos de movimento energético:
Poderíamos dizer que o primeiro movimento, o da criação, é aquele de concretização da energia primordial, da construção da personalidade, a partir dos níveis mais sutis da consciência, que vem da unidade espiritual ( Jivatma ). O segundo movimento, o da dissolução, é aquele de sublimação, transmutação e transcendência dos níveis de consciência, alcançando gradativamente uma consciência mais ampla e sutilizada, tornando-se cada vez mais desidentificados dos padrões mais grosseiros de cada campo de energia. Finalmente, o movimento horizontal de polaridade é aquele que estabiliza e equilibra a energia em cada nível de consciência, ou seja, equilibra os aspectos ativos e passivos do Ser. Quando este movimento energético se equilibra, os conflitos gerados pela personalidade são solucionados e, desta forma, permitimos que haja uma expansão da consciência. Portanto, como a consciência se manifesta energeticamente através dos sete chakras maiores, existe um movimento de energia que vem do céu para a terra ativando os chakras do superior ao inferior. Esta força é, então, estabilizada e equilibrada em cada nível de consciência, para que, enfim, faça o caminho da expansão e dissolução, da terra para o céu, percorrendo desde os chakras inferiores até os superiores, fechando o ciclo. No Yoga Suksma Vyayama realizamos este percurso, ativando, purificando e equilibrando a energia dos chakras da cabeça e, dando seqüência, a garganta, os ombros, os braços, as mãos, o tórax, abdômen, pélvis e terminando no cóccix. A partir desse ponto passamos a trabalhar a ascensão da energia com a ativação e purificação dos canais e dos chakras menores dos pés e pernas, para que a energia suba pelo canal central da coluna e ecluda no topo da cabeça. Assim completamos o circuito que, com a prática regular, ajudará o praticante a integrar seus aspectos bio-psico-espirituais da personalidade. Terminamos a prática com três boas e sonoras gargalhadas e um pequeno relaxamento. As gargalhadas produzem a liberação de endorfinas e fortifica o sistema imunológico, enquanto o relaxamento sedimenta todo o trabalho executado. Estes exercícios simples requerem certo esforço físico e têm um enorme benefício sobre o organismo. O Yoga Suksma exige atenção, coordenação e firmeza, tanto nos movimentos corporais quanto nas práticas respiratórias, levando o praticante a uma elevação do tônus o que, por sua vez, o traz ao momento presente do “aqui-agora”, ao contato com a vida e a determinação de propósitos. Sua série, composta de movimentos expansivos, induz à abertura e à expressividade, mostrando, simbolicamente, através do corpo, que o praticante pode se expandir, se expressar e achar a sua força no mundo. Desta forma, o Yoga Suksma se torna uma prática valorosa para pessoas tímidas, contidas e que têm medo de outras pessoas, das situações ou da vida de uma maneira geral. É uma excelente prática para aqueles que são sonhadores, que não concretizam seus ideais, que fantasiam as situações, bem como para aqueles que, em estado depressivo, não conseguem tomar atitudes e agir, não lutam pela sobrevivência e se sentem vitimadas pelo “destino”. As pessoas confusas, com pouca capacidade de concentração, com raciocínio bloqueado e vida emocional traumaticamente paralisada, costumam se beneficiar muito desta prática. Esta técnica só não é recomendada para hipertireoideanos graves, pois eles já são hipertônicos, taquicárdicos, nervosos, reativos e muito ligados à vida; eles precisam do caminho da dissolução e não do enraizamento e da cristalização; eles precisam de se destotalizar, ou seja, soltar e deixar fragmentar, para sair do controle. O mesmo acontece com o cardiopata, principalmente o enfartado, pois seu coração entrou em falência por achar que é capaz de realizar tudo, sobrecarregando-se. O Yoga Suksma é uma prática que pode ser feita por qualquer pessoa desde que sejam respeitadas as limitações pessoais impostas pela idade, fragilidades e deficiências físicas ou prescrições médicas. O melhor horário para se fazer uma prática é pela manhã, mas pode-se estendê-la até o final da tarde, entre 17 e 18 horas. Jamais deve ser feita à noite, pois é uma prática energizante, imprópria para o horário noturno, onde a energia do ciclo da natureza já nos convida a nos retirarmos para dormir e refazermos nossos estados de ânimo físico e psíquico. OM SHANTI PREMA OM NARADADr. Roberto Nogueira Fisioterapeuta, Terapeuta dos Campos Sutis e Prof. de Yoga
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