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DOR MUSCULAR CRÔNICA - FIBROMIALGIAAS AÇÕES SEM REALIZAÇÕESOs pontos-gatilho miofasciais são o elemento-chave em todos os casos de dor crônica e principais fatores da manutenção dessa dor. Os pontos-gatilho situam-se geralmente em músculos que sofreram estresse de diversas maneiras, entre elas:
Tais pontos são áreas localizadas no músculo esquelético próximo de sua origem ou inserção, e é identificado por uma sensibilidade profunda e localizada, em uma faixa firme e palpável do músculo (rigidez muscular). Como focos hiperirritáveis, apresentam dor à compressão e transmitem dor ou outros sintomas a um local distante. Os pontos de dor (pontos sensíveis) que não transmitem sintomas para um local distante são, frequentemente, pontos-gatilho latentes, que podem se transformar em gatilhos ativos devido a estresse adicional. Pontos-gatilho embrionários se desenvolvem como “satélites” de gatilhos existentes na área alvo e, em tempo, esses pontos embrionários geram seus próprios “satélites”. Desenvolvem um círculo de autoperpetuação que quase nunca se desativa. A área tensa, onde está o gatilho, se contrai e é rígida se um dedo a atravessa rapidamente, mas amolece e relaxa com tratamento adequado, pois não é fibrosa. Os músculos que contêm pontos-gatilho com freqüência doem quando trabalham e quase sempre ficam doloridos se alongados à força. Esses músculos não são capazes de alcançar seu comprimento normal de repouso e enquanto isso não acontecer, sem dor, o tratamento do ponto-gatilho só faz alívio temporário e se reativa após o tratamento. Existem condições que predispõem a ocorrência de fibromialgia e que a acompanham. Entre essas condições, incluem-se algumas principais que foram catalogadas desde a década de 90:
Os pontos-gatilho são áreas de consumo de energia aumentado e suprimento de oxigênio diminuído (circulação local inadequada), contribuindo para drenagem de energia e sensação de fadiga. A energia que deveria vir do reservatório endodérmico (digestão e respiração) e alimentar o reservatório mesodérmico (aparelho locomotor) está exaurida, pois não foi reprocessada pelo prazer da realização de uma ação. Após a execução de uma ação (tomada de uma atitude ou realização de uma tarefa) em que o seu resultado foi satisfatório ou que, pelo menos, houve aceitação, então a alma vivência um estado de plenitude ou alegria (a alegria da realização ou aceitação) e o corpo responde com vitalidade. A respiração se amplia, o coração se fortalece com o sangue mais oxigenado e o sistema nervoso se tonifica. Todo o seu corpo responde positivamente. A energia circula entre as três camadas ou reservatórios do corpo; querer, saber e ousar se fundem para realizar, ou, em outras palavras, o nível ectodérmico da mente se une ao sentir endodérmico e ao agir mesodérmico para realizar algo que, naquele momento, torna-se importante. Caso contrário, a energia se esvai, a micro-circulação dos músculos e pele se enfraquece e estes se enrijecem. O próximo passo é a geração dos pontos-gatilho. A psico-patogênese da fibromialgia está toda ela fundamentada na falta de alegria por não realizar bem as ações ou por não aceitar o mal resultado delas. Portanto, proponho que, como primeiro aspecto a ser abordado no tratamento, esteja a alegria; a alegria de viver, de ser, de ter, de aceitar a perder – alegria como fonte genuína de prazer. Ser alegre com o que é, com o que faz, o que tem ou ganha é a base de qualquer tratamento para fibromialgia. Fisicamente, podemos usar diversos recursos terapêuticos, porém, como foi dito anteriormente, todos devem levar o músculo ao seu comprimento normal de repouso para que o tratamento tenha sucesso. Portanto, o tratamento principal, além do psicológico, torna-se a pressão manual direta dos pontos de pressão isquêmica acompanhado do estiramento natural e sem dor da fibra muscular encurtada. Como terapia auxiliar temos: acupuntura, crioterapia (gelo), procaína, exercícios respiratórios, yogaterapia, manobras miofasciais proprioceptivas e as atividades sensório-espaciais, de limites corporais e de capacitação da expressão corporal. Dr. Roberto Nogueira Fisioterapeuta, Terapeuta dos Campos Sutis e Prof. de Yoga
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